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1808
- A 26 de Fevereiro nasce Honoré Daumier em Marselha
1816
- Daumier vai para Paris com a família. São tempos dificeis.
O pai, Jean-Baptiste Daumier, poeta, autor dramático e emoldurador, fica desempregado.
1818
- A 5 de Março morre a mãe de Honoré Daumier,
Cécile-Catherine.
1820
- Honoré Daumier emprega-se como paquete de notário,
trabalho que é evocado na 1ª litografia da série Tipos,
publicada no Charivari, em 23 de Setembro de 1835.
1821
- Em Fevereiro, Honoré Daumier deixa o emprego anterior e
começa a trabalhar numa livraria, próximo do Museu do
Louvre. Pouco tempo depois passa a ajudante do litógrafo
Ramelet, instalado na mesma zona.
1822
- A 16 de Agosto, 11 de Setembro e 20 de Dezembro são feitos
os depósitos legais das três primeiras litografias feitas
por Daumier.
1823
- A 2 de Julho, surge pela 1ª vez em cena a figura de Robert
Macaire, representada pela actor Lemaître, que mais tarde
haveria de ser recriada por Daumier. A figura era de tal ordem
corrosiva que o poder proibiu-a, em Abril de 1824.
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Daumier emprega-se como aprendiz de Zéphirin Belliard que de
miniaturista se especializa no retrato litografado. Tem como
função preparar as pedras litográficas.
1829
- Em Maio, aparece o jornal “La Silhouette”, 1º
semanário ilustrado satírico de França, criado por
Philipon, Ratier e Ricourt. Desaparecerá em Maio de 1831.
1830
- A 22 de Julho, La Silhouette publica “Passe ton chemin,
cochon!”, um desenho de Daumier.
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Em 27/29 de Julho, Daumier participa nas jornadas
revolucionárias Três Gloriosas que inflamam Paris.
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A 4 de Novembro surge o 1º número de “La Caricature”,
jornal que mais tarde viria a contar com a longa colaboração
de Daumier, no qual ele haveria de publicar pelo menos 1.000
desenhos feitos sobre madeira.
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A 1 de Dezembro é publicada em “La Caricatutre” o
primeiro cartoon político contra o rei Louis-Philippe: “Pauvres
moutons. Ah! Vous aurez beau faire/ toujours on vous tondra”.
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10 de Dezembro, surge uma nova lei de Imprensa, lei limitativa
do exercício da imprensa. Daumier está no começo da sua
arte caricatural.
1831
- Em Dezembro são destruidas pedras e folhas impressas com
litografias de Daumier que neste ano inicia a colaboração no
jornal “La Liberté”, orgão do “comité de saúde
artística”.
1831/32
- Daumier conhece o escritor Balzac, Honoré como ele.
1832
- A 13 de Janeiro, Charles Philipon é preso com uma pena de
seis meses, acusado de abuso de liberdade de imprensa
-
A 9 de Fevereiro surge em “La Caricature” a primeira
caricatura de Daumier : “Trés humbles, trés soumis, trés
obeissants”.
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A 7 de Março, Philipon é condenado por “ofensas a Sua
Majestade o Rei e a um dos membros da sua família”.
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A 28 de Julho, Philipon é de novo encarcerado.
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A 27 de Agosto, Daumier é condenado a seis meses de prisão
por causa do desenho “Gargantua”, no qual sartiriza o rei
Louis-Philippe, e vai para a cadeia de Sainte Pélagie, onde
já se encontra Philipon.
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A 1 de Dezembro sai o 1º número, gratuito, do Charivari,
cuja tiragem foi de 200 mil exemplares. (Cinquenta e quatro
anos mais tarde, em 1886, vai surgir no Porto um jornal
humorístico com o mesmo nome - Charivari - a exemplo do que
acontecera noutros países).
1833
- A 6 de Maio é publicada no Charivari a 1ª litografia de Honoré Daumier feita em pedra francesa: “Le bois est cher
et les arts ne vont pas”.
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Em Julho, o jornal “La Caricature” publica dois desenbos
de Daumier alusivos à Guerra Civil portuguesa: D. Pedro
(liberal) e D. Miguel (absolutista) são sartirizados.
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Em Novembro, Daumier colabora em “La Chronique de Paris”,
com 32 vinhetas, e no “Journal des Enfants”, com 5
gravuras feitas em madeira.
1835
- Na Primavera, Daumier publica em “La Caricature”, uma
série de desenhos contra a censura à imprensa.
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A 27 de Agosto é publicada a ultima caricatura política em
vários anos : “C´etait vraiment bien la peine de mon faire
tuer”
-
A lei de 29 de Agosto vai probir este tipo de publicação.
Por
isso, Daumier vai dedicar-se à caricatura social e à satira
aos costumes e à vida teatral.
1836
- A partir de 20 de Agosto (até 25 de Nov. de 1838) Le
Charivari publica 101 litografias dos Robert Macaire, sob o
título Caricaturana. Os desenhos são de Daumier e as
legendas de Philipon. Robert Macaire é uma personagem
retirada do actor Fréderick Lemaitre, para denunciar a
corrupção, os crimes, o oportunismo e às vilezas do
escroque (Macaire) que representava a burguesia de então.
1840
- A partir deste ano, Daumier vai dedicar-se cada vez mais à
pintura.
1845
- A 15 de Maio, Baudelaire fala de Daumier no Louvre,
considerando-o um dos dois parisienses que desenham tão bem
como Delacroix.
1846
- A 16 de Abril, Daumier casa com Marie-Alexandrine Dassy ( ou
d´Assy) . “Ma didine” chamava-lhe Daumier.
1850
- A 28 de Setembro surge a personagem Ratapoil, alusiva aos
sinistros agentes do rei.
1851-
Ano da morte, pouco documentada, de Jean-Baptiste Daumier.
1852
- O golpe de Estado de 2 de Dezembro faz aumentar a repressão
sobre a imprensa. Daumier protege-se com litografias de
costumes, tendo a sua produção sido de 1.200 obras, pelo
menos, em oito anos.
1857
- A 1 de Outubro, Baudelaire publica “Quelques
caricaturistes français” na revista “Le Présent, revue
universelle”, dando um lugar de destaque a Daumier.
1860
- Em Março, Daumier é despedido do Charivari, após 27 anos
de trabalho. (Só irá regressar em 1863, após a morte de
Philipon com quem se incompatibilizara). Em consequência
disso, Daumier debate-se com graves dificuldades económicas.
1861
- Philipon escreve artigos contra Daumier em várias
publicações
1862
- Daumier começa a colaborar em “Le Boulevard”, jornal
que a 28 de Maio publica a sua célebre gravura de Nadar num
balão : “Nadar élevant la photographie à la hauteur de
l´Art”.
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A 14 de Junho fecha o”Boulevard”.
1864
- Em Julho inicia-se uma intensa colaboração de Daumier com
“Le Journal Amusant” e “Le Petit Journal pour rire”.
1867
- Com o abrandamento da censura, Daumier retoma os temas
políticos e assume a sua postura anti-poder, contra o
imperialismo e o militarismo prussianos.
1871
- Delegado das Belas Artes na Comuna de Paris e membro de uma
comissão de quinze pintores e escultores, presidida por Courbet, que tem a incumbência de salvaguardar as obras de
arte dos museus.
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Colabora em 22 de Outubro na “Revue Comique” (15 de Out a
17 de Dezembro)
1872
- A 14 de Setembro é publicada no Charivari a última
litografia de Daumier : “Et pendant ce temps-la ils
continuent à affirmer qu´elle ne s´est jamais mieus portée”.
1877
- Daumier está quase cego e o médico impede-o de trabalhar.
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A 15 de Abril, Geoffroy-Dechaune lança a ideia de uma
exposição com as obras de Daumier.
1878
- Em Janeiro é anunciada a exposição de obras de Honoré
Daumier. A comissão de honra, integrada por artistas e
jornalistas, é presidida por Victor Hugo.
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Em Março ,ou maio, Daumier termina a sua colaboração no “Monde
Illustré”.
-
De 17 de Abril a 15 de Junho decorre a exposição de
trabalhos de Daumier (incluindo de pintura e escultura) na
Galerie Durand-Ruel. O autor não pôde estar presente na
inauguração por causa de uma intervenção cirúrgica aos
olhos.
1879 - A 10 de Fevereiro, Daumier morre em Valmondois, cujo pároco
recusa o enterro religioso, como se a Igreja o amaldiçoasse
por causa das suas caricaturas anti-clericais. Entre os muitos
amigos que acompanham o funeral estão Vitor Hugo e Léon
Gambetta.
1901
- Faz-se a 1ª grande Exposição póstuma na Escola de Belas
Artes , sob a égide dos sindicatos da imprensa artística.
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