Philipon, Charles (1800 – 1861)

Responsável por várias caricaturas contra Carlos X, publicadas antes e depois da Revolução de Julho, Philipon é um dos principais nomes da caricatura política francesa devido às suas qualidades de editor. Foi sócio da Maison Aubert, a principal montra parisiense de caricatura de todos os géneros, e fundador e editor da revista semanal La Caricature e, mais tarde, do diário Le Charivari, ambos de grande sucesso.
Coube a Philipon juntar os mais talentosos artistas gráficos da época: Daumier, Grandville, Traviès, Decamps and Jeanron. Frequentemente, a inspiração para determinadas caricaturas produzidas pelos ditos artistas era dele, o que levou a que ele fosse considerado o porta-voz para a caricatura política e chegou, até, a ser retratado como o Demónio da Caricatura incarnado.
Durante o ano de 1831 foi processado 16 vezes e passou a maior parte do ano de 1832 na prisão por causa das suas publicações contra Luís-Filipe. Apesar disso, as caricaturas tornaram-se cada vez mais ofensivas e agressivas nos seus ataques ao governo e ao rei, sobretudo depois da supressão das manifestações republicanas em 1834.
As revistas de Philipon foram as primeiras a retratar Luís-Filipe como uma pêra (linkar), uma referência à forma da cabeça do rei e também uma piada sexual francesa. O símbolo rapidamente se tornou no símbolo universal de Luís-Filipe e do seu regime. Finalmente, Philipon acabou por ir longe de mais e a caricatura foi proibída por lei.
Philipon anteviu esta medida e, pouco tempo antes de La Caricature fechar, criou a revista Le Charivari, outro jornal satírico, que atacava, em particular, a burguesia parisiense e o sistema judicial francês.


Philipon, Charles (1800 – 1861)

Being responsible for several caricatures directed against Charles X, published just before and after the July Revolution), Philipon is one of the major names of the French political caricature due to his quality as editor. He was the leading partner of Maison Aubert, the main Parisian shop-window for caricature of all sorts, and the founder and editor of the weekly magazine La Caricature and, later, the daily Le Charivari, both of which were immensely successful.
He was responsible for bringing together the foremost and most talented graphic artists of the time: Daumier, Grandville, Traviès, Decamps and Jeanron. Often, the inspiration for particular caricatures produced by the former was his, which lead to him being considered the spokesman for political caricature and he was even depicted as the Demon of Caricature incarnate.
During the year 1831 he was prosecuted 16 times and he spent most of 1832 in prison for his publications against Louis-Philippe, still, the caricatures became more and more offensive and aggressive in their attacks on the government and the king, especially after the suppression of Republican uprisings in 1834.
Philipon's magazines were the first to portray Louis-Philippe as a pear (linkar), a reference to the shape of the king's head and also a French sexual pun. The symbol quickly became the universal symbol for Louis-Philippe and his regime. Eventually, Philipon went too far and law banned the political caricature.
Philipon had foreseen this happening, and shortly prior to the closing of La Caricature, opened the magazine Le Charivari, another satirical newspaper, which attacked, in particular, the Parisian bourgeoisie and the French judicial system.